Monday, December 15, 2008

Tempo

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."

Mário Quintana

Observações

Quando andamos na rua olhamos sempre o mundo que nos rodeia. Nas grandes cidades é movimento constante, frenesim que incomoda, tristeza que acompanha, fumarada que envolve. Mas há quem contrarie esses movimentos e essa azáfama. São aqueles, a quem a vida por todas as razões e mais algumas deu o prazer de levar-la de uma forma tranquila e amistosa, em que tudo vai passando devagar de modo a que essas pessoas saboreiem todos esses milésimos de segundos que compõem cada dia. Por tudo isto eu invejo essas pessoas, em que os problemas não os atingem, em que a probreza não lhes toca, onde o coração de pedra não desmorona. E, como tal pergunto-me como conseguem viver a vida descansados quando tudo o que nos rodeia está a cair de podridão??? Seremos tão cegos assim?? A televisão não passa senão miseria, pobreza, roubos, droga e todos os casos mais extremos de egocêntrismo que possamos imaginar!! Por isso recordo uma frase que uma amiga minha me disse um dia: Eu deixei de ver televisão para que eu possa viver descansada sem que esteja sempre a pensar que nos rodeia mas sim no que me importa de verdade! Olhando para trás, por certo ela tem alguma razão...

Da discussão

Postado por Paulo Coelho em 08 de Dezembro de 2008 às 01:20

“O homens estão sempre tentando convencer os outros, mas jamais estão convencidos de suas próprias idéias” disse Tufiq ao discípulo. E contou a seguinte história:

“Numa cidade da Pérsia viviam dois sábios, respeitados por todos. Um deles era ateu, o outro espiritualista”.

“Um dia, a população organizou um debate entre os dois. No meio da praça, os sábios discutiram do nascer do sol ao entardecer. Cada um defendeu seu ponto de vista”.

“No final do debate, os dois voltaram para casa. Com a cidade já às escuras, o ateu foi até o altar do templo, ajoelhou-se, e pediu perdão a Deus por seus erros passados. Nesta mesma noite, o espiritualista acendeu uma fogueira no quintal e queimou todos os seus livros, convencido de que não existia mundo espiritual.