Monday, December 15, 2008
Tempo
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Mário Quintana
Observações
Da discussão
Postado por Paulo Coelho em 08 de Dezembro de 2008 às 01:20
“O homens estão sempre tentando convencer os outros, mas jamais estão convencidos de suas próprias idéias” disse Tufiq ao discípulo. E contou a seguinte história:
“Numa cidade da Pérsia viviam dois sábios, respeitados por todos. Um deles era ateu, o outro espiritualista”.
“Um dia, a população organizou um debate entre os dois. No meio da praça, os sábios discutiram do nascer do sol ao entardecer. Cada um defendeu seu ponto de vista”.
“No final do debate, os dois voltaram para casa. Com a cidade já às escuras, o ateu foi até o altar do templo, ajoelhou-se, e pediu perdão a Deus por seus erros passados. Nesta mesma noite, o espiritualista acendeu uma fogueira no quintal e queimou todos os seus livros, convencido de que não existia mundo espiritual.
Thursday, September 25, 2008
Do cofre
Nuri Bey era um homem rico e sábio, que se casou com uma mulher mais jovem e mais bela.
Certa tarde, um de seus servidores lhe disse: “sua mulher guarda no quarto um baú que pode esconder um homem. Ela não me deixa limpá-lo ou abri-lo”.
Nuri Bey foi ao quarto da mulher. “O tem que dentro do baú?”, perguntou.
“Roupas”, respondeu a mulher.
“Então me dê a chave”, insistiu Nuri Bey.
Com lágrimas nos olhos, a mulher obedeceu. Nuri Bey ficou um longo tempo com a chave na mão, mas não fez nada.
Ao cair da noite, chamou jardineiros, e mandou que atirassem o baú no fundo do lago; jamais soube o que havia ali dentro.
Diz o dervixe kalandar que contou esta história: existem certas coisas que, se tentarmos resolvê-las pela razão, estamos perdidos. É melhor simplesmente afastá-las de nossas vidas.
Wednesday, September 17, 2008
Reflexões
Tuesday, September 16, 2008
Alguns apontamentos de Paulo Coelho
Kazantzakis e Deus
Durante toda a sua vida, o autor grego Nikos Kazantzakis (Zorba, A Última Tentação de Cristo) foi um homem absolutamente coerente. Embora abordasse temas religiosos em muitos de seus livros – como uma excelente biografia de São Francisco de Assis – sempre considerou a si mesmo como um ateu convicto. Pois é deste ateu convicto, uma das mais belas definições de Deus que eu conheço:
“Nos olhamos com perplexidade a parte mais alta da espiral de força que governa o Universo. E a chamamos de Deus. Poderíamos dar qualquer outro nome: Abismo, Mistério, Escuridão Absoluta, Luz Total, Matéria, Espírito, Suprema Esperança, Supremo Desespero, Silêncio. Mas nós a chamamos de Deus, porque só este nome - por razões misteriosas – é capaz de sacudir com vigor o nosso coração. E, não resta dúvida, esta sacudida é absolutamente indispensável para permitir o contacto com as emoções básicas do ser humano, que sempre estão além de qualquer explicação ou lógica”.
Ben Abuyah e o aprendizado
O rabino Elisha ben Abuyah costumava dizer:
“Aqueles que estão abertos às lições da vida, e que não se alimentam de preconceitos, são como uma folha em branco, onde Deus escreve suas palavras com a tinta divina”.
“Aqueles que estão sempre olhando o mundo com cinismo e preconceito, são como uma folha já escrita, onde não cabem novas palavras”.
“Não se preocupe com o que já sabe, ou com o que ignora. Não pense no passado nem no futuro, apenas deixe que as mãos divinas tracem, a cada dia, as surpresas do presente”.
Da margem
No livro “Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei”, Pilar pede a seu amado que quebre um copo, enquanto jantam num restaurante.
“Sim, quebrar um copo. Um gesto aparentemente simples, mas que envolve pavores que nunca compreenderemos direito. É o proibido. Copos não se quebram de propósito; quando entramos em restaurantes ou em nossas casas, tomamos cuidado para que copos não fiquem na beira da mesa. Morremos de medo de quebrar copos”.
“Entretanto, quando sem querer derrubamos um, vemos que não é tão grave assim. O garçom diz ‘não tem importância’, e ‘nunca vi um copo quebrado ser incluído na conta do restaurante’”.
“Quebrar copos faz parte da vida; faça isto agora, mesmo que a gente tenha que pagar depois. Às vezes, um gesto bobo nos liberta de preconceitos malditos, da mania de explicar tudo, de só fazer aquilo que os outros aprovam”.